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11 Out 25
Lucros bilionários e reajustes abusivos: privatização do transporte de gás penaliza a população
Mesmo com a redução de 14% no custo da molécula de gás pela Petrobras, o desconto não chega ao consumidor final. As empresas que hoje controlam o transporte do gás natural no Brasil — TAG, TBG e NTS — apresentaram pedidos de reajuste de até 63% nas tarifas de transporte, inviabilizando a queda nos preços para as famílias e para o setor produtivo.
Aproveitando-se da privatização do transporte do gás em gestões anteriores, essas companhias transformaram um serviço essencial em um negócio altamente lucrativo, mantendo o controle sobre os principais gasodutos do país. O resultado é a concentração de poder econômico e a escalada dos preços.
Não bastaram as privatizações, que hoje impossibilitam o valor do gás baixar, mesmo a Petrobras baixando os valores. Mesmo as empresas de transportes privatizadas querendo aumentar bastante os valores de transporte do gás, buscando cada vez mais aumentar os valores dos seu lucros. Mesmo com todo esse fiasco da privatização que não provocou a redução do valor do gás, agora o Senador (Laércio Oliveira) quer mais, quer fazer com que a Petrobras entregue uma boa fatia da sua produção de gás para o mercado, o que certamente irá impactar o grande projeto de óleo e gás de Sergipe.
Em 2024, os lucros foram expressivos:
TBG: R$ 1,021 bilhão
TAG: R$ 6,8 bilhões
NTS: R$ 6,237 bilhões
Enquanto acumulam lucros bilionários, os consumidores enfrentam o gás de cozinha acima de R$ 110 por botijão e o gás veicular chegando a R$ 6,30 por metro cúbico.
A promessa de que a privatização aumentaria a concorrência e reduziria os custos mostrou-se falsa. O modelo atual, centrado em grupos privados, criou um monopólio disfarçado, bloqueando o repasse de reduções de custo e impondo tarifas que sufocam a economia popular.
Diante desse cenário, mantemos firmes a defesa pela reestatização do transporte de gás, pela revisão da Lei do Gás e pela recompra dos ativos estratégicos vendidos durante o governo anterior.
Essas medidas são vistas como fundamentais para recuperar o controle público sobre uma infraestrutura essencial e garantir que as reduções de custo da Petrobras cheguem, de fato, ao povo brasileiro.
O Sindipetro AL/SE reafirma seu compromisso com a soberania energética, a justiça social e a defesa do patrimônio público nacional.