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22 Out 25

SINDIPETRO AL/SE COBRA TRANSPARÊNCIA E RESPEITO AOS TRABALHADORES DIANTE DO DESMONTE DA BRASKEM EM MACEIÓ

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A notícia sobre o início do desmonte da unidade de Cloro-Soda da Braskem, localizada no bairro do Pontal da Barra, em Maceió, reacendeu a preocupação do Sindipetro AL/SE com a situação dos trabalhadores e com os impactos sociais e ambientais deixados pela maior tragédia ambiental da história de Alagoas.

É importante destacar que a Braskem em Alagoas é composta por três unidades distintas: a Cloro-Soda, que está sendo desmontada, a de Mineração, responsável pela extração de sal-gema e já paralisada após o desastre geológico e a unidade de PVC, situada no Polo de Marechal Deodoro, que segue em operação.

Após 49 anos de funcionamento, a planta de Cloro-Soda, símbolo do colapso que provocou o afundamento de cinco bairros da capital e o deslocamento de mais de 60 mil pessoas, está sendo desmontada. O processo começou pela separação e venda de ligas metálicas como cobre, níquel e aço carbono, com estimativa de arrecadação de mais de R$ 40 milhões.

O encerramento das atividades, no entanto, vem sendo apresentado pela empresa como uma “hibernação”, numa tentativa de evitar o reconhecimento formal do fechamento da unidade, o que obrigaria a Braskem a cumprir compensações trabalhistas maiores e pagar as indenizações devidas aos seus empregados.

O Sindipetro AL/SE contesta essa manobra e alerta que não aceitará qualquer forma de burlar a legislação trabalhista. O diretor de base do sindicato, Antônio Freitas da Silva, tem atuado diretamente nas negociações e cobrado que a empresa assuma oficialmente o encerramento das operações, garantindo assim todos os direitos dos cerca de 350 trabalhadores da unidade do Pontal.

“A Braskem tenta reduzir custos às custas dos trabalhadores. Está transferindo funcionários e pagando de forma reduzida, o que é inaceitável. Se a empresa insistir nesse caminho, o Sindipetro irá à Justiça para assegurar todos os direitos garantidos”, afirmou Freitas.

O sindicato também reivindica um plano de estabilidade temporária e a implantação de um Plano de Demissão Voluntária (PDV), que assegure condições dignas aos trabalhadores atingidos pelo desmonte da planta.

Além da luta pelos direitos trabalhistas, o Sindipetro alerta para o passivo ambiental e social deixado pela Braskem. O solo e o lençol freático da região estão contaminados por dicloretano, o que impedirá a ocupação humana no local por, pelo menos, 10 anos. Ainda assim, a empresa pretende utilizar a área apenas como depósito para o produto importado dos Estados Unidos e da China, em substituição à produção local.

O Sindipetro AL/SE reafirma que seguirá vigilante e atuante nesse processo, cobrando da Braskem transparência, responsabilidade e respeito com os trabalhadores e com o povo alagoano. A entidade não permitirá que, após décadas de exploração e desastre ambiental, a empresa tente encerrar suas atividades de forma silenciosa e injusta.

“O Sindipetro vai acompanhar cada passo e denunciar qualquer tentativa de irregularidade. Quem lucrou por anos com o povo de Alagoas deve responder por seus atos no meio ambiente e nas relações de trabalho”, reforça a direção do sindicato.


SINDIPETRO AL/SE
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