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12 Nov 25

TRABALHADORES REJEITAM POR UNANIMIDADE PROPOSTA DE ACT DA PETROBRAS

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Sindipetro AL/SE reforça luta por avanços e valorização da categoria


Foi concluído nesta terça-feira o ciclo de assembleias convocado pelo Sindipetro AL/SE para discussão da proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada pela Petrobras. Em todas as bases, os trabalhadores e trabalhadoras rejeitaram por unanimidade a segunda proposta da empresa, demonstrando unidade e firmeza na defesa por avanços reais nas cláusulas econômicas e sociais.

De acordo com a direção do sindicato, o resultado das assembleias é um recado claro à gestão da Petrobras: a categoria não aceitará retrocessos nem propostas que desvalorizem o trabalho dos petroleiros. A entidade destaca que o texto apresentado pela empresa não contempla as reivindicações construídas coletivamente desde junho deste ano e ignora demandas históricas que foram consolidadas em um caderno de propostas entregue formalmente à companhia.

O processo de negociação, segundo o Sindipetro AL/SE, foi marcado por pouca abertura ao diálogo. Após quatro rodadas de reunião, a Petrobras apresentou duas propostas praticamente idênticas, ambas restritas à recomposição inflacionária pelo IPCA, sem qualquer ganho real ou abono. “A empresa desconsiderou as contribuições da categoria e se limitou a apresentar uma proposta que apenas repõe perdas. Isso não representa avanço, e sim estagnação”, ressaltou a diretoria.

O sindicato lembra que a recomposição inflacionária é o mínimo esperado em um ACT, não um ganho. A categoria reivindica aumento real, que impacta benefícios como FGTS e Imposto de Renda e garante uma valorização efetiva da renda. “Os abonos pontuais não resolvem o problema da defasagem salarial acumulada ao longo dos anos. Precisamos de políticas permanentes de valorização”, reforça a direção sindical.

Entre os pontos sociais, o Sindipetro AL/SE lamenta a falta de sensibilidade da gestão da Petrobras em relação à retomada do programa Jovem Universitário, que auxiliava filhos de trabalhadores no acesso à universidade. A reivindicação foi ignorada.

Outra preocupação central é com o plano de saúde, especialmente diante da tentativa da empresa de substituir o índice atualmente utilizado que é o IPCA Saúde e Cuidados Pessoais pelo VCMH (Variação do Custo Médico Hospitalar). O VCMH é um índice muito mais oneroso, pois considera variações de custos hospitalares e medicamentos atrelados ao dólar, o que tende a elevar de forma significativa as mensalidades e coparticipações. “Essa mudança penaliza trabalhadores, aposentados e pensionistas, justamente num momento em que os custos com saúde já são altos. Não aceitaremos retrocessos nesse direito essencial”, alerta a entidade.

Além disso, a Petrobras propôs a exclusão dos beneficiários do plano 28 da margem consignável, medida que atingiria filhos de petroleiros que ultrapassaram a idade universitária e ex-cônjuges reintegrados judicialmente. O sindicato entende que a proposta é uma forma indireta de exclusão do plano, que aumentaria o custo para esses dependentes e restringiria o acesso à saúde.

Outro ponto de impasse é a cláusula que permite demissão sem justa causa, que o Sindipetro defende ser retirada do ACT, como forma de garantir segurança no emprego e estabilidade aos trabalhadores próprios da Petrobras.

A categoria também cobra o reconhecimento dos fiscais de contrato, profissionais que exercem função essencial na fiscalização dos serviços prestados à companhia. Em vez de valorizar esse trabalho, a Petrobras quer contratar assessoria externa, transformando os fiscais em meros apontadores. “A empresa deveria reconhecer e fortalecer o trabalho dos seus próprios técnicos, garantindo uma fiscalização direta, eficiente e auditável”, reforça a direção sindical.

Com a rejeição unânime da proposta, o Sindipetro AL/SE reafirma seu compromisso de continuar mobilizado e articulado nacionalmente para que a Petrobras apresente um novo texto que atenda às expectativas da categoria. “A força e a unidade demonstradas nas assembleias são a resposta mais clara: os petroleiros querem respeito, valorização e avanços reais no ACT”, conclui a entidade.


Sindipetro AL/SE
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