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03 Jan 26

TRABALHADORES ENTRAM EM 2026 COM ALTA NOS PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS E GÁS DE COZINHA

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Os brasileiros iniciam o ano de 2026 enfrentando mais um duro golpe no orçamento familiar com a alta dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha. Mesmo com a queda do preço do barril de petróleo no mercado internacional e com reduções anunciadas pela própria Petrobras nos preços praticados nas refinarias, gasolina, diesel e GLP seguem mais caros para a população. Na prática, o que se vê é que o trabalhador paga a conta, enquanto os benefícios dessas reduções não chegam às bombas nem ao botijão de gás que entra nos lares brasileiros.

Parte desse aumento está relacionada ao reajuste do ICMS sobre os combustíveis, em vigor desde 1º de janeiro, mas o problema vai muito além da tributação. O que se evidencia é o resultado de uma política de desmonte da Petrobras, aprofundada nos últimos anos, com a privatização de refinarias, terminais e ativos estratégicos, além da imposição da chamada Lei do Gás. Essas medidas fragmentaram o setor, enfraqueceram o papel da Petrobras como indutora de preços justos e entregaram partes fundamentais da cadeia de combustíveis à lógica do mercado e da especulação, sem qualquer compromisso com o interesse social.

Hoje, mesmo quando a Petrobras reduz preços nas refinarias, os consumidores não sentem alívio algum. A ausência de controle público sobre a cadeia de distribuição e revenda faz com que intermediários e grandes grupos privados ampliem suas margens de lucro, enquanto a população segue refém de preços abusivos. O resultado é perverso: o petróleo fica mais barato lá fora, a Petrobras reduz valores na origem, mas o trabalhador continua pagando caro para se deslocar, trabalhar e colocar comida na mesa.

O impacto dessa política recai diretamente sobre a classe trabalhadora. O aumento dos combustíveis eleva os custos do transporte público, do frete e da produção, pressionando ainda mais os preços dos alimentos e dos serviços essenciais. Já o gás de cozinha, item básico para a sobrevivência das famílias, se torna cada vez mais inacessível, aprofundando desigualdades e empurrando milhares de brasileiros para situações de vulnerabilidade social.

O Sindipetro AL/SE denuncia que essa realidade é fruto de escolhas políticas que priorizam o lucro de poucos em detrimento da soberania energética e do bem-estar do povo brasileiro. A privatização da Petrobras e a Lei do Gás não trouxeram concorrência nem preços mais baixos, como prometeram; ao contrário, agravaram a carestia e retiraram do Estado instrumentos fundamentais para proteger a população. É inaceitável que, mesmo com petróleo mais barato e reduções nas refinarias, os preços sigam subindo nas bombas.

O sindicato reafirma seu compromisso com a luta por uma Petrobras forte, integrada, pública e a serviço do desenvolvimento nacional. Defender a reestatização dos ativos privatizados, a revisão da Lei do Gás e uma política de preços que leve em conta a realidade do povo brasileiro é defender o direito dos trabalhadores a viver com dignidade. O Sindipetro AL/SE seguirá firme na mobilização e na denúncia, porque combustível e gás não são mercadorias comuns: são direitos do povo e instrumentos de soberania nacional.

SINDIPETRO AL/SE