NOTÍCIAS / CATEGORIA / SINDIPETRO AL/SE NAS RUAS: PETROLEIRAS E PETROLEIROS MOBILIZADOS PELO 8 DE MARÇO EM ARACAJU E MACEIÓ
09 Mar 26
Sindipetro AL/SE nas Ruas: Petroleiras e Petroleiros mobilizados pelo 8 de Março em Aracaju e Maceió
Neste domingo, Dia Internacional de Luta das Mulheres, o Sindipetro AL/SE reafirmou seu compromisso histórico com a emancipação feminina e a justiça social. Marcando presença nas capitais de Sergipe e Alagoas, a categoria petroleira somou forças aos movimentos feministas, sindicais e sociais para ecoar um grito urgente contra a violência, o racismo estrutural e a precarização do trabalho.
As mobilizações, que ocorreram simultaneamente em todo o Brasil, destacaram que a luta das mulheres é a luta de toda a classe trabalhadora.
Na capital sergipana, a concentração teve início às 8h, na Feira Livre do bairro Bugio. O local, símbolo de convivência popular, foi ocupado por bandeiras e palavras de ordem. O Sindipetro AL/SE esteve presente na linha de frente, dialogando com a população sobre a necessidade de políticas públicas que protejam a vida das mulheres e meninas.
A mística do ato foi alimentada pela cultura e pela arte, com o cortejo vibrante do Baque Mulher e a performance circense de Paula Auday, provando que a alegria também é uma ferramenta de resistência. Entre as pautas centrais em Aracaju, destacaram-se:
* Fim da Escala 6x1: Uma jornada que sobrecarrega especialmente as mulheres, que ainda enfrentam a jornada dupla e tripla.
* Combate ao Feminicídio e Transfeminicídio: Diante da escalada da violência, a exigência é por proteção real e punição rigorosa.
* Soberania dos Povos: O manifesto denunciou o avanço imperialista e reforçou a solidariedade internacionalista.
Em Alagoas, as petroleiras e petroleiros se concentraram às 9h na Praça Sete Coqueiros, na Pajuçara. Sob o sol da orla de Maceió, a caminhada unificou diversos coletivos do campo e da cidade. O tom foi de denúncia contra a precarização e a favor da democracia.
O Sindipetro AL/SE enfatizou que a defesa da Petrobras pública e forte passa, necessariamente, pelo respeito às mulheres que constroem a soberania energética do país. Em Maceió, o foco foi absoluto na defesa da vida e na garantia de que nenhuma mulher seja silenciada pela violência de gênero.
"Não existe soberania nacional sem soberania sobre os nossos corpos e nossas vidas. O Sindipetro AL/SE não é apenas uma entidade de luta por salários, mas um instrumento de transformação social. Estar nas ruas hoje, em Aracaju e Maceió, é dizer que não aceitaremos nenhum retrocesso e que o fim da escala 6x1 é uma prioridade para garantir dignidade à mulher trabalhadora", afirmou a direção do sindicato durante a mobilização.
O 8 de março de 2026 entra para a história como um marco de unidade. A luta continua nas fábricas, nas plataformas, nos campos e nas ruas.
Mulheres em Luta, Sindicato Forte!