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13 Mar 26
Lucro de Cartel e Exploração: Sindipetro AL/SE denuncia abuso nos preços dos combustíveis em Alagoas e Sergipe
O Sindipetro AL/SE (Sindicato dos Petroleiros de Alagoas e Sergipe) manifesta sua profunda indignação e repudio ao aumento abusivo e injustificado nos preços da gasolina e do diesel praticado pelos donos de postos de combustíveis em nossa região. Sob o falso pretexto da guerra no Oriente Médio e da alta do barril de petróleo, o empresariado local promove um verdadeiro assalto ao bolso do trabalhador, ignorando o fato de que a Petrobras não reajustou seus preços nas refinarias.
É fato que o cenário internacional é de tensão. A escalada do conflito envolvendo o Irã e o bloqueio estratégico no Estreito de Ormuz empurraram o barril do tipo Brent para patamares próximos de US$ 120. No entanto, é fundamental que a sociedade saiba: a Petrobras mantém sua política de preços firme, protegendo o mercado interno da volatilidade internacional.
A própria presidência da estatal reafirmou nesta semana que não há aumento imediato previsto, priorizando a estabilidade econômica do país. Enquanto isso, a refinaria de Mataripe (Bahia), privatizada e sob controle do capital estrangeiro (Acelen), já aplicou aumentos sucessivos que chegam a 11,8% na gasolina, provando que a privatização só serve para castigar o povo.
O que assistimos em Alagoas e Sergipe não é o "livre mercado", mas sim uma ação coordenada que cheira a cartel. Enquanto a Petrobras segura os preços para garantir o abastecimento e a vida do povo, os distribuidores e donos de postos correm para remarcar as bombas antes mesmo de comprarem novos estoques.
"É inadmissível que o empresariado se aproveite de uma tragédia humana como a guerra para inflar lucros de forma oportunista. Se a Petrobras não aumentou, por que o povo está pagando mais caro? Isso é especulação pura e desrespeito ao consumidor!", afirma a diretoria do Sindipetro AL/SE.
O Sindipetro AL/SE reafirma que a solução para combustíveis baratos é uma Petrobras 100% pública e verticalizada, que sirva aos interesses do Brasil e não aos acionistas de Nova York ou aos especuladores locais. Exigimos que os órgãos de fiscalização, como o PROCON e o Ministério Público, atuem imediatamente para auditar as notas fiscais de compra e venda dos postos.
Não aceitaremos que a conta da guerra seja jogada nas costas da classe trabalhadora enquanto os donos de postos lucram sobre o caos!
Sindipetro AL/SE
Unidos Somos Mais Fortes!