NOTÍCIAS / CATEGORIA / SINDIPETRO AL/SE DENUNCIA DESCASO COM A SEGURANÇA DOS TRABALHADORES E COBRA RIGOR NO CUMPRIMENTO DO ACORDO COLETIVO DE TRABALHO
28 Jun 25
A escalada de acidentes graves envolvendo trabalhadores próprios e terceirizados, nas unidades da Petrobras e empresas contratadas, é reflexo direto do descaso com a saúde e segurança no ambiente de trabalho. Em menos de uma semana, o Sindipetro AL/SE recebeu a denúncia de dois acidentes graves na empresa Carmo Energy, um no dia 18 e outro no dia 19 de junho, além da informação de que um trabalhador da empresa Origem perdeu o braço em um acidente recente. No mesmo período, um trabalhador morreu em atividade na refinaria de Paulínia (SP), operada pela Petrobras.
Aqui em Aracaju, também temos registros frequentes de acidentes e incidentes que poderiam ser evitados se houvesse o devido respeito às cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho, especialmente as que tratam de segurança e saúde ocupacional.
Na ocorrência mais recente, o trabalhador Daniel Leite Bonfim, atuando como plataformista na sonda Carmo-04, foi atingido com gravidade por um equipamento que apresentou falha. O acidente escancarou a negligência da empresa Hilong, terceirizada da Carmo Energy, que operava com equipamento sem o cabo de segurança — o que poderia ter evitado o impacto.
Há relatos graves de que a Carmo Energy tem agido para esconder da força de trabalho e dos registros oficiais a real gravidade das ocorrências. A gerência e a coordenação de segurança da empresa são acusadas de coagir os profissionais responsáveis pela investigação de acidentes e setor médico, a fim de minimizar os danos nos indicadores e ocultar a verdade. Tal prática é inaceitável, ilegal e coloca ainda mais vidas em risco.
O Sindipetro AL/SE, como representante legítimo dos trabalhadores, já encaminhou ofícios às empresas envolvidas solicitando explicações, acesso à investigação dos acidentes e a realização de reunião urgente para tratar do tema. Não aceitaremos que vidas continuem sendo colocadas em segundo plano em nome de metas de produção ou da maquiagem de estatísticas.
Além disso, cobramos da Petrobras o cumprimento integral do Acordo Coletivo, que estabelece obrigações claras quanto à segurança, inclusive com a realização de reuniões formais e periódicas com empresas terceirizadas, o que simplesmente não vem sendo feito. Essa negligência institucional precisa acabar.
O Sindipetro continuará presente nas unidades, realizando visitas, dialogando com os trabalhadores e exigindo transparência, fiscalização, medidas de prevenção e respeito à vida. Não podemos mais aceitar que acidentes sejam tratados como rotina. Cada vida importa.
Segurança não é favor. É direito!