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11 Nov 25

SINDIPETRO AL/SE REPUDIA DEMISSÕES EM MASSA NA BRASKEM E COBRA RESPONSABILIDADE SOCIAL DA EMPRESA

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Após destruir bairros inteiros em Maceió e provocar o maior desastre ambiental urbano do mundo, a Braskem agora aprofunda ainda mais o drama social dos alagoanos, iniciando um processo de demissão em massa que atinge trabalhadores que dedicaram décadas de suas vidas à empresa. O Sindipetro AL/SE manifesta profunda indignação e revolta diante da postura irresponsável e desumana da companhia, que mais uma vez abandona a população e os próprios empregados sem apresentar qualquer plano de reparação digno.

A entidade sindical já havia denunciado publicamente que o fechamento da unidade de Cloro/Soda no Pontal da Barra resultaria em demissões e impactos severos sobre a economia local. O alerta foi ignorado. Agora, o que o sindicato previa se confirma: a Braskem começa a dispensar seus trabalhadores, e as rescisões já chegam a 17, devendo aumentar nos próximos dias.

“É inaceitável que, depois de provocar o deslocamento forçado de mais de 60 mil pessoas e destruir cinco bairros inteiros, a Braskem volte a gerar um novo drama social em Alagoas”, afirma a diretoria do Sindipetro. “A empresa age como se o estado fosse descartável, deixando para trás rastros de desemprego, desespero e abandono.”

O sindicato acompanha de perto as homologações e presta apoio jurídico e institucional aos trabalhadores atingidos, reforçando que a Braskem tem responsabilidade direta sobre o impacto dessas demissões. A desativação da planta do Pontal da Barra é consequência direta do crime ambiental cometido pela mineradora, que foi proibida de extrair sal-gema do subsolo e não garantiu alternativas sustentáveis para manter a produção e os empregos.

A empresa havia prometido realocar 220 trabalhadores em outras unidades do país, mas menos de um terço foi efetivamente transferido. Os demais agora enfrentam a incerteza e o desemprego, enquanto a companhia tenta se eximir de suas obrigações.

O Sindipetro AL/SE reitera sua cobrança às autoridades públicas e à própria Braskem: é dever da empresa reparar integralmente os danos que causou, não apenas aos bairros destruídos, mas também aos trabalhadores e às famílias que dependem desses empregos.

“Não aceitaremos que a Braskem, depois de destruir o solo de Maceió, destrua também o sustento dos seus trabalhadores. A empresa precisa ser responsabilizada, e o Estado não pode ser conivente com mais esse ato de desrespeito”, conclui a direção do sindicato.

O Sindipetro AL/SE seguirá vigilante, denunciando cada medida arbitrária e exigindo justiça social e trabalhista para quem sempre sustentou com seu trabalho o setor petroquímico alagoano.

SINDIPETRO AL/SE
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