NOTÍCIAS / CATEGORIA / APÓS ACORDO BILIONÁRIO, BRASKEM IGNORA TRABALHADORES E MORADORES DE MACEIO
19 Nov 25
Empresa faz acordo com Estado de R$ 1,2 bilhão, mas não faz justiça social com empregados e moradores afetados pela mineração
Em atendimento a uma solicitação do Sindicato dos Trabalhadores Petroleiros,Petroquímicos, Químicos e Plásticos de Alagoas e Sergipe (Sindipetro AL-SE), ocorreu na manhã desta quarta-feira (12) uma reunião com representantes da Braskem para tratar do
processo de desligamentos em curso.
O sindicato havia suspendido as assembleias que discutiriam a Convenção Coletiva de Trabalho após a empresa iniciar as demissões em plena campanha salarial — um gesto que, segundo a entidade, demonstra total desrespeito com os trabalhadores e com o diálogo social.
Para o Sindipetro, a atual política da empresa é mais um capítulo do mesmo modelo de atuação irresponsável que levou à destruição de cinco bairros em Maceió, resultado da mineração inconsequente de sal-gema. Agora, a mesma empresa que firmou um acordo bilionário de R$ 1,2 bilhão com o Governo de Alagoas se recusa a garantir estabilidade aos trabalhadores e indenizações justas aos moradores atingidos pelo afundamento do solo.
“É inaceitável tratar os trabalhadores como se fossem meros números por conta da alegada situação econômica desfavorável do ramo químico brasileiro. Isso ratifica a sanha por lucro que a Braskem sempre imprimiu em suas atividades. Nenhum compromisso social e ambiental”, afirmou o dirigente do Sindipetro AL-SE, Antônio Freitas.
A direção do sindicato reafirma a defesa da estabilidade no emprego e, nos casos em que a permanência não for possível, exige indenização digna e valorização por tempo de serviço aos trabalhadores afetados.
“A Braskem precisa responder pelos danos que causou à cidade e às pessoas. Agora, ao desempregar pais e mães de família, a empresa mostra mais uma vez que seu compromisso é apenas com o lucro — e nunca com a vida”, conclui Antônio Freitas.
Assessoria de Comunicação – Sindipetro AL-SE