• Receba o Boletim Eletrônico
Sábado, 07 de Março de 2026 -
Março Lilás - Mês de conscientização sobre a prevenção do câncer de colo do útero    

NOTÍCIAS / CATEGORIA / SINDIPETRO AL/SE REFORÇA ALERTA SOBRE A CARMO ENERGY E VOLTA A COBRAR RIGOR NO CONTROLE AMBIENTAL E TRABALHISTA

11 Dez 25

SINDIPETRO AL/SE REFORÇA ALERTA SOBRE A CARMO ENERGY E VOLTA A COBRAR RIGOR NO CONTROLE AMBIENTAL E TRABALHISTA

img


O Sindipetro AL/SE tem reiterado, ao longo dos últimos anos, denúncias sobre as graves irregularidades praticadas pela Carmo Energy em Sergipe. Irregularidades que envolvem desde danos ambientais recorrentes até problemas trabalhistas e denúncias de assédio. Agora, com a divulgação de novos levantamentos e dados oficiais, fica ainda mais evidente aquilo que o sindicato vem alertando de forma insistente: a atuação da empresa tem colocado em risco o meio ambiente, a saúde das comunidades e a segurança de trabalhadores e trabalhadoras do setor de petróleo e gás.

Os números expostos confirmam o tamanho da gravidade. Em 2024, segundo dados da Adema, foram 165 autuações ambientais em Sergipe, sendo 50 somente contra a Carmo Energy. Em outras palavras, quase um terço de todas as autuações ambientais realizadas no estado no ano passado tem uma única origem: a empresa que opera os campos terrestres do antigo Polo Carmópolis.

E os motivos das autuações não deixam margem para interpretações: vazamentos de emulsão oleosa, lançamentos de substâncias contaminantes, danos diretos à fauna e flora de municípios como Carmópolis, Japaratuba, Siriri, Divina Pastora, Rosário do Catete, Riachuelo e outros. Em alguns casos, chegaram a ser registradas áreas de impacto superior a 14 mil metros quadrados, o equivalente a mais de dois campos de futebol tomados por resíduos irregulares.

Apesar de todo esse histórico, a Carmo Energy segue como campeã de renúncias fiscais, beneficiada com R$ 15,3 milhões em isenções só em 2024. É inadmissível que uma empresa com tamanho passivo ambiental seja premiada com incentivos financeiros enquanto multiplica os danos em áreas sensíveis e convive com denúncias graves dentro e fora dos seus campos de produção.

O relatório da ANP sobre segurança operacional apenas reforça essa realidade: 59 incidentes de descarga de óleo foram registrados nas instalações da Carmo Energy em 2024, totalizando 11,59 m³ de petróleo derramado. Isso significa que 31,84% de todo o óleo derramado em terra no Brasil naquele ano foi responsabilidade da empresa que hoje opera os poços sergipanos.

A situação não é nova para o povo de Carmópolis e região, mas se agravou após a privatização dos campos terrestres e a entrada do setor privado na operação. O sindicato, que acompanhou por décadas a atuação da Petrobras nos campos onshore, vem recebendo relatos cada vez mais preocupantes de trabalhadores e moradores expostos a escapes de gás, água produzida contaminada e práticas de ocultação de evidências após incidentes como apontado pelo próprio relatório da Adema.

Moradores relatam problemas de saúde, incluindo alergias, sinusite, rinite e até aumento de diagnósticos graves, como câncer, embora ainda faltem estudos públicos aprofundados sobre as consequências da exploração de hidrocarbonetos na região. O Sindipetro defende a urgência desses estudos e cobra, mais uma vez, que o Estado não feche os olhos para os sinais de alerta que vêm das comunidades impactadas.

Enquanto isso, a Carmo Energy tenta vender ao público uma imagem de empresa sustentável, realizando ações pontuais de limpeza de praia e campanhas ambientais que não enfrentam os problemas reais e estruturais de sua atuação. Trata-se da velha prática do greenwashing; maquiar de verde uma operação que tem sido marcada por acidentes, multas e denúncias.

O sindicato seguirá acompanhando, denunciando e cobrando responsabilidade. A população sergipana, os trabalhadores e as futuras gerações não podem pagar a conta da negligência de empresas que priorizam lucros acima da vida, do meio ambiente e da dignidade humana.

O Sindipetro AL/SE permanece vigilante e seguirá na luta para que os campos de petróleo em Sergipe sejam operados com respeito, responsabilidade e segurança. Sempre ao lado dos trabalhadores e das comunidades.

SINDIPETRO AL/SE
Unidos Somos Mais Fortes!