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06 Jan 26

ATAQUE À VENEZUELA ESCANCARA A GUERRA PELO PETRÓLEO E AFRONTA A SOBERANIA DOS POVOS

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Ataque à Venezuela escancara a guerra pelo petróleo e afronta a soberania dos povos


Sindipetro AL/SE manifesta seu mais firme repúdio ao ataque militar perpetrado pelos Estados Unidos da América (EUA) contra a República Bolivariana da Venezuela na madrugada deste 3 de janeiro de 2026, um episódio que representa uma gravíssima violação da soberania nacional, da ordem internacional baseada no respeito entre os povos e da Carta das Nações Unidas. 

Neste sábado, forças estadunidenses realizaram uma ofensiva com explosões e ataques em Caracas e em diversas regiões venezuelanas, afetando tanto instalações militares como civis, e o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores foram capturados e retirados do país, em uma ação descrita como de “grande escala” pelas autoridades americanas.  

O governo venezuelano denunciou o ato como uma agressão militar direta e injustificável que ameaça a vida de milhões de pessoas, compromete a paz e a estabilidade na América Latina e no Caribe e constitui uma tentativa de interferência inaceitável nos assuntos internos de um país soberano. Foi declarado estado de emergência em todo o território venezuelano, e as autoridades pediram mobilização popular em defesa da independência nacional.  

Reações internacionais incluindo do governo brasileiro, que qualificou a ação como um “ato inaceitável” e convocou reunião emergencial, e de países como Colômbia, Cuba, Rússia e Irã, reforçam a gravidade da situação e a condenação global à intervenção estadunidense. Muitas dessas vozes destacam que tal ataque fere os princípios básicos do direito internacional e sublinha riscos de uma escalada ainda maior no cenário geopolítico regional.  

Não é possível ignorar que essa agressão ocorre num contexto em que a Venezuela detém enormes reservas de petróleo, uma das maiores do mundo, além de minerais estratégicos. Governos aliados do país acusam os Estados Unidos de buscar, sob pretextos diversos, controlar ou se apropriar desses recursos estratégicos, como o petróleo, que é vital para o desenvolvimento econômico e energético de qualquer nação. Essa realidade deixa claro que os interesses sobre recursos naturais são frequentemente usados como justificativa para ações que ferem a democracia, a autodeterminação dos povos e o direito internacional.  

Para nós, trabalhadores e trabalhadoras do setor petroleiro representados pelo Sindipetro AL/SE, este ataque imperialista nos alerta sobre a importância de reforçar nossa luta pela soberania sobre nossas riquezas naturais, pela democracia e pelo respeito aos povos e suas instituições. O petróleo que defendemos com tanto empenho é um patrimônio que deve ser gerido com responsabilidade, em benefício das populações, para fortalecer a soberania nacional e promover justiça social. Nunca um motivo para justificar violências ou invasões estrangeiras.

Neste momento de crise, reafirmamos nossa solidariedade ao povo venezuelano e a todos que resistem em defesa da sua soberania, clamamos pelo fim das hostilidades, pelo respeito ao direito internacional e pela resolução pacífica dos conflitos entre os povos. Seguiremos firmes na defesa da democracia, dos recursos estratégicos e dos direitos dos trabalhadores e das nações a decidirem livremente seu destino, sem ingerências externas.


Sindipetro AL/SE
Pela democracia, pelo petróleo e pelos povos da América Latina.